Como a gratidão pode acabar com a ansiedade?

Há alguns meses um amigo chegou pra mim chegou e me perguntou o seguinte: “Fau, você que é ligado ‘nessas coisas’, faz sentido mesmo essa moda de fazer diário de gratidão?”.

Na hora eu fiquei um pouco desconsertado, pois eu não esperava uma pergunta ‘dessas’ vinda dele. Acabou que eu respondi o que me veio à mente, mas não fiquei satisfeito com a oportunidade que perdi de dar uma explicação mais condizente com o que eu sabia.

No texto de hoje eu quero falar sobre gratidão, foi um insight que surgiu inclusive quando eu estava ali no sofá meditando e agradecendo, no início da manhã. A ideia aqui é caminhar um pouco além do óbvio e do piegas sobre o assunto, como vai ser a tônica no viVendo com Alma, e passar por uma visão voltada ao campo de energia, ao que emanamos, à física quântica.

Neste post, você vai ter ideias relacionadas a:

  • Sentimento de plenitude
  • Diminuição da ansiedade
  • Manifestação de desejos
  • Remoção de bloqueios emocionais

De fato, hoje é um modismo os coaches e mentores espalhados pela internet baterem na tecla de que é legal fazer um momento de gratidão por dia, ou listar as coisas pelas quais mais é grato no dia que passou, ou na vida, etc. Seria, segundo sugerem, um exercício diário, para ser feito no início ou no fim do dia.

Qual o sentido de fazer isso? Isso afeta mesmo a nossa vida de forma prática? Será que realmente ajuda em algo?

Sim, afeta!

Neste momento da minha vida, acredito de forma profunda que duas chaves importantíssimas para uma vida plena, livre de ansiedade e estresse, são: o estado de presença no aqui e agora e a gratidão. Um se liga ao outro.

Com esses dois elementos vivos em nosso dia a dia, tenho a impressão de que benefícios imensuráveis podem acontecer, mas isso vai ser assunto pra outro texto.

Pense aqui comigo: qual, hoje, a situação da qual as pessoas mais reclamam no dia a dia? Faz sentido eu dizer que é de estresse e ansiedade?

Associado a isso, cada vez mais estamos voltados a objetivos, a atingir metas, o que, por si só, não tem nada de ruim intrínseco, pelo contrário: quanto mais pessoas atingindo as suas metas, supostamente teremos mais pessoas realizadas e felizes, não é?

Mas aqui entra o grande lance: as pessoas parecem estar voltadas a metas nas suas vidas pessoais, mas quando essas metas são alcançadas, o que acontece? Elas se iluminam, ficam plenamente satisfeitas e dizem pra si mesmas: “ok, agora já posso morrer feliz, pois já atingi a meta X!”. Certo?

Seria maravilhoso se fosse, mas não é. Atingimos a meta e já passamos, nos minutos seguintes, a pensar na próxima. A verdade é que não curtimos intensamente a sensação da meta cumprida, não degustamos os momentos.

Rapidamente entra-se novamente no platô e aquilo que antes valia ouro, que era a “solução de todos os problemas”, passa a ser algo normal e corriqueiro na nossa via.

Pare e pense se não foi assim quando você conseguiu aquele cargo com que tanto sonhou; aquele carro; viagem; o celular, até mesmo aquela pessoa com quem queria se relacionar?!

Com isso, a gente criou um verdadeiro ciclo de correr atrás do próprio rabo: estabelecemos metas que vão trazer a felicidade e realização; matamos e morremos para conseguir atingi-las; pronto, alcançamos, mas ela não trouxe o tanto de felicidade que pensei, então quero algo a mais; ‘partiu’ próxima meta!

Estamos sempre buscando o próximo sapato, celular, carro, situação de vida que vai nos trazer o paraíso na Terra. Estamos sempre depositando no futuro o nosso bem-estar mental e emocional.

Por que isso? Algum palpite?

O meu é: lá no fundo, o que queremos é nos sentirmos bem, realizados, felizes, pertencidos e… amados!

Outro quadro que vem como consequência disso é a ansiedade. Sim, pois se a cada vez eu coloco a “cenoura” mais longe, continuarei ansioso, projetando pro futuro, pois apenas ‘lá’ eu serei realmente feliz e completo.

Parêntesis: nós temos dentro da nossa natureza humana um genuíno desejo por ir além e ele é o responsável por estarmos onde estamos no nível de evolução e criação. Não estou entrando nele, embora o considere e saiba de sua existência.

Logo, o exercício de gratidão, num primeiro plano, ajuda a quebrar esse ciclo e tomar posse do que já conquistei, de tudo o que já tenho na vida, não apenas de coisas, mas também de situações de vida.

Nesse sentido, praticar a gratidão ajuda e muito a interromper o ciclo da ansiedade e a fincar pés no presente. É inevitável, pois eu vou agradecer não apenas o que já passou, e sim pelo que sou grato agora, neste momento, nesta fase da vida. Logo, quase impossível agradecer dessa forma e não ser catapultado para o presente.

Como consequência, aos poucos a mente começa a reformular a suas conexões neurais e, com o passar do tempo e a prática constante e natural, será muito intuitivo estarmos nesse estado de gratidão e degustarmos mais vivamente todas as nossas conquistas.

Aqui o ponto não é parar de querer mais, e sim de aproveitar melhor e de forma mais intensa tudo o que já temos de bom, as pessoas, as coisas materiais, tudo.

Antes de falarmos sobre “como incluir isso no dia a dia”, vamos a um outro ponto.

Falando agora energeticamente, pense um pouco: quando se está naquele estado muito focado em conseguir o objetivo; em que a ansiedade toma conta; pressão o tempo todo; pressa para alcançar, etc. – como é a sensação no corpo? Se você parar para se imaginar em um momento em que já passou por isso, vai conseguir ter essas respostas.

Possivelmente a musculatura tende a estar mais contraída; a respiração sem ritmo ou galopante; talvez um aperto na região do peito; uma postura física de ombros mais caídos pra frente e peso nas costas; tensão na região das sobrancelhas e testa; pensamentos acelerados e sem continuidade, e mais… – isso foi o que consegui identificar em mim.

Quando eu pratico a gratidão de forma mais natural e contínua, sinto justamente o oposto de tudo isso. Primeiro, me sinto mais presente, desperto para o que está acontecendo agora; sinto um aumento de confiança, o que reflete no corpo e faz abrir o peitoral levemente; uma leveza toma conta; em alguns momentos, quando está muito intenso o processo de gratidão pelas pequenas coisas, sou tomado por uma felicidade genuína e forte sensação de abertura pra vida.

O resultado disso, energeticamente, é de fato uma expansão da nossa energia e que é sentida por outras pessoas. O humor logo se altera; o tal brilho nos olhos que alguns conseguem ver.

Isso tudo por um simples ato mental de dar valor, significado a alguma coisa e tomar posse dela.

Se passarmos para uma visão quântica, aí que fica muito mais lindo o processo.

Quando eu entro em um estado de gratidão, eu passo para o campo quântico a mensagem de que estou pleno, satisfeito com o que tenho.

Desse modo, a tendência é que eu passe a receber mais daquela situação em minha vida, pois eu já “disse” pro campo energético que isso é bom pra cacete e que isso me completou.

Eu saio de um ponto de “não tenho algo, quero agora!”, para outro de “sou grato por isso que tenho, isso me completa!”.

É como se houvesse um espelho que vai me trazer de volta a energia que estou emanando, ou o tipo de situação que me faz sentir daquela maneira. Por isso que alguns falam: “isso sempre acontece comigo” – parte disso está no mecanismo, outra parte no sistema de crenças da pessoa, na programação mental inconsciente.

Parêntesis: aqui passamos tangenciando a lei de atração. Em uma outra oportunidade eu escrevo sobre ela e os estudos que fiz acerca dela, mas não no aspecto material, e sim no mental e emocional.

Vou relatar aqui um caso que foi muito marcante pra mim, pois foi a primeira vez que eu consegui identificar a efetividade disso na minha vida.

Eu sei que aqui já estou entrando em um campo que ultrapassa a razão, e não me importo, sinceramente, em fazer o leitor acreditar ou não. Simplesmente aconteceu, foi algo em que vi significado, que faz sentido, que acredito, logo, passo a compartilhar.

Lá pelos meus 19-20 anos eu tive acesso ao livro O Poder do Subconsciente, do Dr. Joseph Murphy. Entre outras coisas, nele é falado sobre gratidão, talvez nessa linha do que estou tratando aqui.

Nessa época, e até hoje, eu era apaixonado por aviões, mas não era tão comum e fácil viajar de avião como hoje.

Lá estava eu em Palmas, Tocantins, vivendo uma vida de estudante de universidade federal, sem muito dinheiro sobrando.

Surgiu uma oportunidade de um congresso no Rio de Janeiro. Boa parte dos meus colegas iriam de ônibus até lá, mas eu encontrei uma passagem de avião que daria pra pagar (dividida em 500 vezes), e seria a minha oportunidade de andar de avião grande pela primeira vez na vida – imagine a excitação.

Já ciente desse lance da gratidão, eu me recordo que passei o voo inteiro em estado de êxtase, agradecendo mil vezes por estar viajando de avião grande, etc e tal. Me sentia demais, pois na minha mente eu estava me livrando da penosa viagem de ônibus que duraria dias e meus amigos estavam enfrentando e ainda realizando um sonho.

O que ocorreu foi que nos próximos meses, mesmo sem ter tanto dinheiro, bati todos os meus recordes em quantidades de viagem de avião, simplesmente porque ‘do nada’ surgia um congresso, eu ganhava bolsa e vinha passagem junto; ou eu conseguia argumentos para convencer minha mãe a pagar; ou eu dava meus pulos, conseguia vender coisas e viajava, como aconteceu com a minha primeira viagem internacional, pra França, logo depois disso tudo.

E cada uma das vezes que eu pisava no avião, me inundava daquela sensação de gratidão e oportunidade.

Hoje eu vejo com clareza que era exatamente isso: eu emanava esse contentamento, essa completude, e logo o Universo me dava oportunidades de realizar aquilo novamente.

Como essa, tenho inúmeras outras, algumas ainda até mais bizarras de tão surpreendentes, mas deixo pra outra ocasião.

Afinal, como eu pratico a gratidão hoje?

Bem, eu faço uma meditação no início da manhã puxando da mente situações aleatórias pelas quais sou grato no momento presente, desde pequenas coisas até outras mais relevantes. Claro que pode ser gratidão a coisas que já aconteceram, mas a gratidão é no momento presente.

Não adianta simplesmente soltar palavras e palavras. Aqui o ponto de destaque é a SENSAÇÃO DE GRATIDÃO, algo que vai aos poucos tomando conta de nós por dentro. O sentimento é muuuuito mais importante do que as palavras, ok?

Você pode dizer ‘sou grato’ até em japonês, contanto que se sinta dessa forma.

Caso esteja difícil achar algo pelo qual ser grato, vale fazer algumas comparações. Por exemplo: o que é algo da sua vida que hoje está melhor do que algum tempo atrás? Talvez você passou por uma doença e agora está saudável; talvez passou por uma fase sem dinheiro e agora tem um pouco mais do que antes.

Se comparar consigo mesmo ainda não for suficiente, que tal pensar em outras pessoas que estão em situações diferentes da sua e pelas quais você não gostaria de passar?

Agradeça as pessoas que são importantes na sua vida. Não precisa externar, isso tudo é internamente.

E aquela situação ruim que aconteceu no passado? Não sei, talvez você tenha batido o carro; perdido o voo, sei lá, alguma situação que tenha te deixado com raiva, amargurado, e que você a tenha tachado de “ruim”. Agradeça por ela! Tenho certeza que, por pior que tenha sido, hoje, após a tempestade ter passado, você consegue tirar alguma lição dela, algo de bom que veio como reflexo.

O que acredito ser ainda mais eficaz é manter a atenção nesse estado ao longo do dia. Talvez setar alarmes no celular no início pra te lembrar de agradecer. Aqui é exercitar a gratidão durante o dia nas coisas que vão acontecendo, ainda que, em um primeiro olhar, não tão boas. No entanto, é bem mais fácil lembrar de agradecer nos bons momentos, quando estamos sentindo prazer e contentamento por algo.

Nessa situação, não precisa parar, fechar os olhos e fazer isso, basta mentalizar pelo que é grato.

Alguns sugerem fazer um diário da gratidão, e existem aplicativos que fazem isso. É uma excelente ferramenta para quem precisa, inicialmente, de um pouco mais de disciplina no processo, quem está começando. Depois, quando se tornar segunda natureza agradecer por tudo, aí tá tranquilo!

Bem, é isso. Ao longo da escrita percebi que existem vários assuntos aqui que são relacionados, mas que se eu tratasse neste texto ficaria muito grande. Então, vai ficando como banco de dados pro próximo.

Agora deixa eu ir, quero agradecer por ter tido a inspiração para escrever mais um texto!

Comenta aqui quais os insights você teve e o que, sinceramente, pode aplicar na sua vida com base nesses insights.

Um beijo no coração e gratidão por ter lido até o final, por estar aqui nesse texto!

2 comentários em “Como a gratidão pode acabar com a ansiedade?

  1. Ontem fomos votar, eu e meu esposo, e saindo da escola, falando sobre a crise financeira, vimos um homem deficiente, com braços e pernas com má formação e cego, que se preparava para entrar na sala de votação. Na hora olhamos um para o outro e dissemo: nós não temos problema algum. Gratidão 🙏🏼 😁❤️

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  2. Eu tenho o habito de todo final de dia preencher um check list de tudo o que eu havia programado para fazer e ao final dele sempre coloco 5 coisas pelas quais sou grata. Também utilizo o meu Japamala (como o terço católico, só que budista) para fazer mantras e afirmações. Ele ajuda a se concentrar já que são 108 repetições em um ciclo. Esse hábito também tem contribuído muito a minha auto estima e energização. Eu agradeço por muitas coisas desde abrir os olhos pela manha até o sabonete para tomar banho, entre diversas coisa maravilhosas da minha vida. Bjo grande, querido!! Gratidão por compartilhar.

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