Como está a sua relação com o dinheiro?

Como é a sua relação com dinheiro? Você está satisfeito com ela?

Veja: não é se você quer mais dinheiro ou não, e sim se você está satisfeito com a sua relação com ele…

Quando você gasta dinheiro, se sente culpado? Ou então acha que é preciso guardar cada centavo que ganha (afinal de contas, algum imprevisto pode acontecer!)? Ou, pelo contrário, dinheiro é pra ser gasto com se não houvesse amanhã e você torra até o que não tem…?

Como se sente quando pensa sobre ele, agora, neste momento? O que desperta em você?

O que te contaram sobre dinheiro e que, ficou tão forte, que hoje você reflete isso na sua vida?

Poxa, que tanto de pergunta chata, Fau… se você achou isso, nada mais foi do que o seu sistema mental dizendo “esse cara tá indo longe demais, está chegando perto de um lugar que eu não gosto!”… e isso é bom!!

Esse texto de hoje no viVendo com Alma é sobre ‘ele’. A ideia é falarmos sobre a relação com o dinheiro, não sobre finanças pessoais, investimentos, melhor ou pior forma de gastar, nada! Também não vou falar sobre a mente milionária, nem sobre como mentalizar e o dinheiro aparecer na sua caixa de correio. E sim: o que o dinheiro desperta em mim? Como eu me relaciono com ele?

Pra variar um pouco, esse é um tema que sempre mexeu muito comigo internamente. E não falo aqui em ter ou não dinheiro, mas sim o que acontece internamente quando eu “tenho” ou “não tenho” – o que me desperta, como me comporto.

Desde que me entendo por gente ganhando dinheiro, no sentido de alguém que exerce uma atividade profissional é pago de forma reiterada (rsrs), eu quis saber o que era isso que mexia comigo quando o assunto era dinheiro. Foi aí que comecei a ler todo livro sobre dinheiro que achei e, como de costume, criei o meu laboratório em mim mesmo, rs.

Boa parte desses livros, contudo, não me respondia a inquietação que eu sentia e nem as solucionava.

Sim, claro, eu sempre tive essa ‘inquietação’ também (a de ‘como ter mais’, se assim pudermos dizer. Eu sempre fui e sou até hoje muito ambicioso em relação a dinheiro, com a diferença que hoje isso tem um outro significado, como você vai entender.

De todos os livros que li, certamente mais de 20 sobre o assunto, apenas 3 realmente trouxeram algum vislumbre de resposta que fizesse sentido pra minha alma.

Ocorre que o problema da minha/ nossa relação com dinheiro pode até ser guiado para uma solução por um livro, um curso, um coach. Mas na verdade verdadeira, essa solução se encontra dentro de nós.

Acredito que dinheiro e sexo, e tudo que os cerca, são os dois assuntos em que mais os seres humanos depositam uma forte carga emocional e energética que historicamente tem gerado polaridades, amizades (ou não!), desavenças, guerras, enfim, toda sorte de acontecimentos e sentimentos, não importa o país.

Em diversos treinamentos que já participei no Brasil e fora dele, incluindo um com mais de 67 nacionalidades presentes, é possível enxergar exatamente que os ‘problemas’ que carregamos são os mesmos, só mudam de país, rs.

E, como consequência disso tudo, nós vivemos carregados de toda a herança cultural relacionada a dinheiro, as quais influenciam nossas vidas até hoje, direta ou indiretamente.

Pois bem… agora imagine o efeito disso na nossa vida diária? Os padrões que se repetem?

Tem gente que gasta tudo o que tem e mais um pouco; outros guardam tudo o que tem; e por aí vai. Mas se formos observar, cada um de nós possui os seus padrões em relação a isso, e aqui entra a resposta que precisamos.

São as nossas crenças que determinam essa repetição incessante de acontecimentos, um processo sutilmente inconsciente. Elas que determinam a nossa relação.

Existem crenças que nos governam que sequer temos consciência!

E aqui eu te digo por experiência própria: volta e meia eu descubro uma crença sorrateira que estava afetando a minha vida financeira sem que eu me desse conta, mesmo já tendo fuçado um monte aqui dentro de mim. Quando eu a ‘desarmo’, a mágica acontece…

E o que são essas crenças? São opiniões que ouvimos de forma reiterada de pessoas em que depositamos alguma autoridade (pais, irmãos, familiares, padres, pastores, etc…). Ou então, acontecimentos marcantes que tivemos e que criaram um ‘trauma’ em nosso sistema e, consequentemente, a partir dali, registrou aquilo e colocou a informação  como ‘IMPORTANTE`.

Isso é o que o Vishen Lakhiani, criador da MindValley, chama de ‘meaning making machine’, ou a máquina de produzir significado. Demos um significado pra uma determinada experiência ou frase que ouvimos, e ela passa a integrar o sistema como ‘verdade’, seja certa ou não, até que tomemos a iniciativa de alterá-la.

Enquanto não ‘descascamos’ a cebola dentro de nós em busca do entendimento dessas crenças, os mesmos padrões vão continuar a se repetir; os mesmos conflitos; e por aí vai.

Meu objetivo, com esse texto, não é te dar a solução, pois ela está em você, e sim falar de como isso tudo aconteceu comigo, como você pode olhar pra si e quais os ‘bisturis’ você vai utilizar para fazer essa ‘operação’.

De início, pare e pense: o que é o dinheiro, a que tanto damos valor?

Olhando objetivamente, o dinheiro é um pedaço de papel. Sim, pegue uma nota aí agora, o que é isso?

Pois bem, só que, socialmente, nós atribuímos um significado a esse pedaço de papel o qual só é válido se houver uma outra pessoa. Imagine se você tivesse absolutamente sozinho no planeta: pra que iria servir uma mala com 1 milhão de dólares? Pra nada! Então, se não houver uma outra pessoa, não tem significado.

Dessa maneira, é possível dizer que o dinheiro é o significado que atribuímos a ele? Esse significado também pode ser lido como ‘valor’.

Lendo em última instância: o dinheiro é uma convenção social (sociedade que atribui valor a ele) para efetuarmos trocas. Concorda?

Resumindo o raciocínio, eu acredito que o dinheiro é uma energia de troca e transformação.

Eu, Fau, tenho um determinado produto ou serviço que eu criei. Alguém tem um pedaço de papel que convencionamos chamar de dinheiro e para o qual eu dou valor, e também tem valor pra pessoa. A pessoa, então, me dá o pedaço de papel em troca do meu serviço ou produto, ou seja, trocamos valores.

Por que ela fez isso? De alguma forma, aquele meu serviço ou produto vai servir a ela, possibilitar algum uso, interferir de alguma forma na sua vida, ou seja, transformar.

Um empregado de uma loja, por exemplo, tem um determinado conhecimento e um tempo X livre, algo que é valorizado pela empresa que gostaria de contratar alguém. Essa empresa precisa de pessoas para funcionar e gerar o seu valor a outras pessoas. Com isso ela troca com os empregados o tempo e conhecimento deles, enviando uma determinada quantia mensal em dinheiro, para que possa continuar alimentando a energia.

Ou seja: o dinheiro move uma máquina de gerar valor na vida das pessoas. Eu gero valor, alguém me dá dinheiro em troca. Alguém gera valor na minha, eu dou dinheiro em troca.

É um raciocínio aparentemente simples. Ocorre que quando estamos cheios de crenças, não conseguimos enxergar de forma tão simples, e aí começam os ‘problemas’.

Normalmente o principal deles é o valorizar demais essa energia e querer retê-la para si.

Começar a pensar em qual o conceito de dinheiro que você acredita, qual o significado dele na sua vida, ou melhor, o significado que você dá a ele, é um caminho para começarem a aparecer as suas crenças!

Isso porque, no final das contas, o dinheiro tem pra si algum significado. Imagino que você gostaria de ter mais dinheiro, não é? Pare e pense: por que você quer mais?

Aqui é importante não ter julgamento algum e soltar a sua verdade. Se aparecer julgamento, tá tudo bem, já são as crenças vindo à tona.

Talvez você tenha respondido: quero ter um carro melhor; quero viajar; quero ajudar a minha família, etc. Só que existe uma resposta ainda mais poderosa e que está por trás de tudo isso.

Esses são os objetivos primários: de fato queremos andar num carro melhor; viajar, etc. Mas existe um elemento emocional por trás das coisas que você deseja, algum benefício que você acredita que vai ter.

Quando você chegar nesse ponto, ele é o começo do que o dinheiro significa na sua vida, de verdade!

Eu acredito que quando começamos a visualizar essa resposta, de forma clara e com cada vez menos camadas, uma clareza começa a tomar conta de nós e a nortear a relação com o dinheiro.

Por outro lado, sem dar um novo significado às crenças limitantes que você tem, os ciclos e padrões continuarão a se repetir na sua vida.

O exercício mais simples pra isso é fazer uma lista do que vem na sua mente quando pensa em dinheiro, sem filtros e sem julgamento. Coloque tudo…

Para boa parte de nós vêm coisas como: dinheiro é sujo; dinheiro não nasce em árvore (o que é verdade, mas o sentido da afirmação é o que vale); dinheiro não compra felicidade; ricos não vão pro céu; que tem dinheiro está fazendo algo ilícito… e por aí vai.

Vi isso bem claro esses dias em um post que fiz no meu stories do Instagram. Coloquei a foto de um carro de luxo ou de um avião, não me lembro o que exatamente, e alguém comentou algo como “para os corruptos sempre tem mais”.

Veja a situação: eu não falei de quem era e nem comentei nada. Isso pode ter acionado na pessoa uma crença de que para ter dinheiro é preciso se corromper; ou que só corruptos têm dinheiro, não importa. Fato é que se ela não olhar pra isso, possivelmente o dinheiro nunca vai parar na mão dela.

Entenda o raciocínio: “só corruptos têm dinheiro”, é a crença. A sua mente, que quer apenas o seu bem-estar, vai pensar assim: “eu não sou corrupto, logo, dinheiro não é pra mim”.

E aí, o resultado prático disso é que a pessoa vai fazer de tudo pra se livrar do dinheiro quando ele chegar na sua mão, sem saber que está sendo controlado por uma crença e de forma inconsciente.

O exemplo foi grotesco, mas no final das contas, é isso que a crença vai fazer e eu sei disso na própria pele e é preciso entender que ela tem um motivo pra isso, que é te proteger. Ela de fato acredita que o está fazendo.

O fato concreto é que a cada vez mais eu vejo o dinheiro com outros olhos, e isso tem me permitido uma ‘libertação’ daquela inquietude, pois é como se as coisas tomassem os seus devidos lugares aqui dentro de mim.

A consequência real disso é que, naturalmente, passo a ter uma outra relação com o dinheiro e também um uso dele de forma mais consciente.

Na essência, o trabalho consistiu em ressignificar o dinheiro na minha vida e também as minhas relações com ele, antes frutos apenas de crenças limitantes e que, consequentemente, ‘sujavam’ essa relação.

Pra mim, o dinheiro significa liberdade. É uma energia de troca, transformação e de liberdade. E como energia, está disponível de forma abundante a todos, desde que abertos para isso.

Se eu me deixo controlar pelas minhas crenças, naturalmente eu me fecho para um tanto de oportunidades que o dinheiro, energia, poderia me permitir trocar; ou então dou logo um jeito de tirar ele das minhas mãos, sempre com ‘coisas importantes’, e por aí vai.

Enfim, ainda teriam vários outros assuntos que gostaria de abordar nesse mesmo tema, entre eles:

– Por que sempre queremos mais e nunca estamos satisfeitos?

– O que é preciso para fazer as pazes de vez e permitir que essa energia flua?

– Como identificar uma crença que pode estar me atrapalhando, diante de uma situação real de falta de dinheiro ou gastança demais, e modifica-la?

– Qual a relação entre espiritualidade e dinheiro?

– E vários outros que não me lembro agora, rsrs…

Só que está ficando grande demais o texto, rs…

Então, gostaria de deixar como provocação final o seguinte: qual o significado do dinheiro na sua vida? Quais as crenças que você carrega e já consegue identificar?

Comente aqui embaixo as suas impressões, o que achou e pode também sugerir algum tema ou abordagem que gostaria de ler a respeito aqui! E se lembrar de alguém que vai gostar de ler, compartilhe!

Gratidão por ter estado no viVendo com Alma. A minha intenção é que possamos viver com alma e utilizar o dinheiro a favor disso!

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