Como ter mais dinheiro? – Método comprovado!

Todos nós queremos mais, não é? Queremos mais dinheiro, uma casa maior (ou até uma casa – pra quem mora de aluguel), um carro melhor, uma vida extraordinária, e por aí vai. Afinal de contas, é isso que falta praquele nível de vida que querermos.

Nas redes sociais, chove na nossa timeline frases motivacionais e gurus vendendo a vida extraordinária que você tanto merece.

Além disso, a contar com o que as pessoas postam, parece que estão todos vivendo essa vida, menos você, não é verdade? Logo, ter uma vida comum está fora de moda, é sem graça, falta algo.

A receita não poderia ser mais desastrosa: juntamos o desejo por mais; adicionamos uma dose de vida extraordinária que todos estão tendo; colocamos uma dose de frases motivacionais soltas que lemos, o resultado é = sou um merda, minha vida é uma bosta, preciso melhorar.

Aí você vai e faz aquele curso fodástico com o ‘guru’ que prometeu mudar a sua vida pra sempre e te abrir para o ‘jardim dos extraordinários’… normalmente esse curso é durante um final de semana, que se passa lindamente e de forma maravilhosa – mas… a segunda-feira é implacável e você volta pra vida comum!

Saiu melhor do curso? Sim, mas tá longe do extraordinário prometido. Só que todos continuam extraordinariamente felizes nas redes sociais, não é possível, tem algo que você não pegou direito. Próximo curso… e o próximo… e o próximo!

Disclaimer 1: como você vai ver, está tudo bem em ‘querer mais’! Existe um porém para o qual poucos dão atenção, mas na essência, tá tudo bem.

Disclaimer 2: sim, acredito que alguns desses cursos funcionem, embora eu tenha ressalvas quanto a determinados métodos. Detalhe: eu sou um consumidor desses cursos e já passei por diversas formações, no Brasil e fora.

Disclaimer 3: postar a ‘merda’ que está nossa vida no Instagram não vende, não dá curtidas. Se todos postassem só as coisas ruins ou normais, seria algo normal e talvez nem haveria rede social como é hoje. O ordinário não tem valor. Dessa forma, sim, é normal que postemos os melhores momentos, faz parte do jogo e não tem como ser diferente. O problema não está aqui!

Só que a ideia aqui não é falarmos do ponto de vista do sistema, ou dos cursos, ou o que há de errado e a vida tem que ser diferente. Nada disso! Não adianta querer mudar o sistema, revolucionar, abandonar as redes sociais, nada disso.

O foco é sobre o seu e o meu ponto de vista, da pessoa que sente, onde o calo aperta.

Hoje os gurus da internet ensinam a ganhar dinheiro; a passar em concursos; a construir uma vida maravilhosa. E tá tudo bem, nada de errado com eles e nem com o que ensinam.

Só que um ponto sobre o qual poucos se dedicam a esclarecer pra você é a raiz, o nascedouro desse desejo de vida maravilhosa.

Por que você quer ser milionário? Ou rico? Ou ter aquela casa? Ou ter aquela vida foda?

A maioria das pessoas busca sem nem imaginar o porquê estão fazendo isso. Como possuem o elemento de comparação nas redes sociais, sabem que falta algo a mais na vida delas e pronto. Talvez seja um carro, seja aquele emprego, seja abrir um negócio próprio, seja ficar rico.

 Ok, talvez você queira ser rico, milionário, ou simplesmente quer ter mais dinheiro. Já se perguntou por que quer isso? “Ah, quero ter uma vida melhor, ter liberdade, ajudar as pessoas, viajar, etc.”, eu responderia.

Mas nada disso ainda é a resposta! A primeira resposta que costumamos dar é apenas o início, pois o motivo verdadeiro está por detrás e há grandes chances de ser um elemento psicológico a resposta verdadeira.

Faz sentido você querer mais dinheiro, ser milionário, para se sentir mais seguro? Para saber que ‘nunca mais vai precisar se preocupar com dinheiro’? Dito de outra forma: o que você acredita que o dinheiro te daria na vida além de coisas materiais?

E aqui chegamos ao ponto: o ‘ser milionário’ representa alguma resposta de cunho psicológico a uma provável falta de algo. A falta do dinheiro nos deixa inseguros, não é? Logo, ter mais dinheiro é o caminho para a segurança.

Via de regra, tudo o que desejamos vem com um aspecto psicológico por trás.

E aí você finalmente consegue aquela coisa a mais e ela te satisfaz por… 10 minutos? 1 dia? 3 dias? 1 semana? E aí percebemos que ela ainda não trouxe tudo o que faltava.

Pense naquele sapato que você tanto queria; ou no celular; qualquer coisa…

Por que isso acontece? Logo você vai entender mais… voltando!

Por exemplo, quando se quer um carro novo, um carro com câmbio automático; um carro importado; não importa… você na verdade quer aquilo que projeta e acredita que o carro vai te trazer.

Eu sei que nesse momento uma voz pode ter surgido: “mas eu de fato quero ter mais conforto!”. Sim, quer, não duvido disso, mas não podemos ignorar o lado em você que quer algo a mais que isso – que é o efeito psicológico que esse lado acredita que o ‘mais’ traria.

Qual a importância de ter essa visão mais profunda sobre os seus desejos de mais?

Se eu não sei a real causa do meu querer, o que me leva a querer isso, eu vou permanecer nesse processo por um tempo indefinido, e sempre querendo mais, e conseguindo, e nada de muito significativo mudando em termos qualitativos. É como se você tivesse buscando o remédio errado para a doença.

Porque o meu inconsciente vai continuar acreditando que buscar essa satisfação naquela coisa é o que vai resolver o problema, e não vai.

Ter a consciência dessa mecânica vai te impedir de uma frustração lá na frente, quando você chegar lá no ‘mais’ e perceber que não mudou muito – ou quase nada – na sua vida, tampouco o seu desejo por mais diminuiu.

Também existe outro fator. É claro que para quem anda a pé ou de transporte público no dia a dia, um carro vai acrescentar algo de verdade. Mas do segundo, do terceiro  carro pra frente (trocando de carro), a tendência é ser mais do mesmo.

Há estudos que demonstram isso e, acima de qualquer estudo, eu particularmente experimento e sei o quanto isso é verdade (pra minha realidade): a partir de um determinado ponto da jornada do ‘querer mais’, esse ‘mais’ só vem pra suprir prováveis buracos emocionais ou outros fins, não importando mais em um aumento da qualidade de vida ou algo nesse sentido.

Na verdade, a qualidade de vida que supostamente ele traz acrescenta muito pouco na vida em termos de felicidade real. Mas como o que buscamos de verdade ainda está lá escondido – que é o elemento psicológico -, continuamos de forma indefinida nesse ciclo.

Quer dizer que quando eu tomar consciência do que eu realmente quero lá no fundo, eu vou parar de querer? O desejo vai sumir?

Não necessariamente! E aqui entra a graça da coisa…

Em algumas situações, quando eu percebi o que estava por trás do que eu queria, eu abri mão daquilo de forma natural. Não fez mais sentido, evaporou-se.

Só que o maior ganho que tive foi, de fato, trazer consciência e significado para o que eu quero. É como se eu tivesse calibrado a minha agulha do querer, de modo que agora eu sei que, quando eu quero algo, quero de verdade, pelos benefícios do objeto.

Isso reflete em um consumo mais consciente e com significado, e você pode até dar o nome de minimalismo.

Outro benefício indireto é que o dinheiro, que é normalmente o veículo para esse ‘mais’, passa a ter um novo valor interno, já que ele serve para trazer mais significado a minha vida.

É algo muito sutil e claro que estou falando de minha experiência pessoal, comigo foi assim.

Significa que eu não gasto dinheiro com coisas caras? Claro que não é isso, nem perto de ser.

Pelo contrário: justamente por esse contexto, eu valorizo as coisas caras e as compro sem peso de consciência, pois na maioria das vezes elas vão me trazer um benefício real, e não o psicológico e passageiro.

Vou te dar um exemplo banal. Eu amo música, ouço todo santo dia e trabalho ouvindo música. Na época que eu estudava, o fazia ouvindo música. Agora neste momento que escrevo, estou ouvindo música. Rs

Eu não seguro a carteira quando o assunto é fone de ouvido. Eu tenho dois fones de ouvido, um esportivo e outro headphone, daqueles que cobrem a orelha. O valor deles está entre 800 e 1800 reais (apenas alinhando a conversa: a ideia aqui não é esbanjar ou falar que eu tenho ou não tenho dinheiro, e sim exemplificar).

Pois bem, pra mim, o gasto com esses fones de ouvido, hoje, vai muito além de um efeito psicológico. Eu realmente aprecio e sei diferenciar uma boa qualidade de som e é algo que agrega valor na minha vida diariamente. Eu não o comprei para expor marca, tampouco para sanar algum buraco emocional.

Por outro lado, como estou ciente desse processo e normalmente não gasto dinheiro a toa, eu posso me permitir gastar mais com coisas que agregam valor real na minha vida, entende?

(Diga-se de passagem: esses fones estão comigo há 2 anos e com uso diário, literalmente todos os dias, e parecem novos ainda!)

Voltando…

Não se conscientizar desse processo é permanecer na corrida atrás do próprio rabo e, o pior, alimentando a frustração; sendo infeliz sem saber que existe outra forma de ser, de continuar tendo as coisas, mas com outro significado.

Quanto mais você acreditar que esse algo a mais é o que vai trazer a felicidade ou o que você busca, mais tempo vai demorar nessa corrida e mais tende a se frustrar.

Da mesma forma aquela vida extraordinária que você acha que não tem. Quando mais vemos as dos outros, vemos anúncios para termos essa tal vida extraordinária, mais tendemos a ver o quanto não temos e o quanto aquilo vai trazer o que acreditamos que estamos precisando.

Indo por outra linha, tem também o fato de quanto mais foco você tiver no que está faltando, ou seja, aquele momento em que dá um estalo e você percebe que precisa de mais, justamente porque constatou que falta, mais ele vai continuar faltando na sua vida.

Ou seja: essa ‘corrida’ só acentua o que ‘falta’, e quanto mais isso estiver presente, mais longe o que ‘falta’ vai estar de você. Sim, eu sei, é paradoxal!

Isso se chama de lei do efeito reverso, do esforço invertido, enfim… aquilo que você quer ardentemente e coloca toda a sua atenção só afasta de você à medida em que o tempo passa. Pode até ser que você consiga algumas vezes ‘na marra’, forçando, mas via de regra é assim que funciona.

Pare para observar na sua própria vida.

A chave para resolver esse paradoxo é buscar um pouco mais de satisfação com o seu momento atual, tendo a consciência de que por mais que você acredite que após comprar aquele carro a sua vida vai mudar, as chances são que, na prática, vai mudar muito pouco o seu grau de felicidade.

Logo, é preciso abrir mão, soltar e estar mais contente, grato com tudo o que você já tem e é. Se voltar para a sua essência verdadeira, onde estão todas as respostas.

Isso também vem de uma consciência profunda que já somos tudo o que queremos ser, apenas ainda abrimos com a chave correta o compartimento. Já está aí, tudo aí dentro.

Quando se consegue abrir com essa chave, buuummm, um mundo novo e mais leve se descortina, com muito mais prazer real e satisfação verdadeira.

Nesse final eu sei que já parti para um papo mais profundo, mas a ideia é aos poucos deixar aflorar em você tudo isso.

Por hoje é só…

Se você lembrar de alguém que pode gostar desse texto, manda bala e chama a pessoa pra ler!

Gratidão por ter lido e chegado até aqui!

Um comentário em “Como ter mais dinheiro? – Método comprovado!

  1. Nos últimos 18 meses aprendi muito sobre o que você escreveu. Já fui compulsiva por sapatos, entre outras coisas, e hoje consigo ver o quanto gastava com coisas fúteis, que eu nem usei, mas precisava comprar… Tudo que acontece com a gente vem para uma lição, e faz parte da nossa evolução aprender ou não.

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