Os novos ricos: o que eles fazem? Como vivem? O que comem?

Já ouviu falar dos ‘novos ricos’?

Não, não é a galera que está criando aplicativos de celulares; nem quem está vendendo bugingangas da China; tampouco trabalham com marketing multinível. Também não é nenhuma nova moda de livro americano ou uma bolha digital…

Nesse texto eu vou falar um pouco sobre eles. Quem são? O que fazem? O que comem? Principalmente: como vivem!

Eu vou falar com base na minha experiência – sim, eu sou um novo rico – e também com base no que vejo hoje nesse ‘mundo’ do qual faço parte.

Pra começo de conversa, não se trata de dinheiro na conta, nem de ativos de investimento, renda passiva, pai rico & pai pobre, nada disso. É um gênero que pode ter várias espécies, inclusive servidores públicos.

Esse termo, salvo engano, vi no livro do Tim Ferris – Trabalhe 4 horas por semana. De todo modo, não vou aqui me ater ao livro, e sim ao mundo real.

Pra mim é muito interessante esse processo, pois eu vivi os dois lados. Por 9 anos fui servidor público, dos quais 7 anos foram enfurnado dentro de gabinetes de repartições e outros 2 como oficial de justiça.

Cada vez mais as pessoas começam a perceber que o ciclo de trabalhar em algo que não gosta para ganhar bem, a fim de ter curtos momentos de prazer e esquecer do trabalho que não gosta, não faz mais sentido. Esperar pelo fim do expediente, pela chegada do final de semana, do feriado ou das férias se enquadra no mesmo perfil de corrida atrás do próprio rabo.

Os novos ricos têm como valores principais – e ativos ‘financeiros’ – a liberdade e o tempo – ainda que seja preciso cumprir um expediente, mas na medida certa.

Percebe que o elemento aqui não é dinheiro e tampouco o tipo de trabalho?

Hoje pra mim é claro a importância fundamental, vital, da liberdade em minha vida. É definitivamente um dos pilares para a minha satisfação e completude.

Mas não começou assim tão claro, antes era apenas um incômodo com algumas.

Voltando ao raciocínio…

No próprio serviço público esse paradigma já está sendo quebrado com o surgimento do home office, jornadas reduzidas e outras medidas similares.

Qual o sentido de se exigir 8 horas presentes na repartição ou empresa, sendo que é amplamente sabido que apenas uma minoria de fato tem demandas suficientes para completar as 8 horas exatas? E se forem reduzidas as ‘gorduras’ (pausas para cafezinho e outros) e focasse em realmente produzir, em quanto tempo o trabalho efetivamente poderia ser cumprido, sem enrolação, focado?

O resultado disso? Mais tempo disponível para que todos possam exercer o seu direito à felicidade durante um tempo maior do dia e da semana, não apenas aos finais de semana e nas férias.

Pense aí: será que essa pessoa trabalharia mais ou menos entusiasmada? Daria mais ou menos resultados?

No meu caso eu sempre me sentia sufocado, encurralado em ter que bater ponto, ou cumprir jornadas só para inglês ver. Pra mim sempre foi algo irracional ter que ficar num lugar, muitas vezes sem ter o que fazer, só porque é exigida uma quantidade X de horas pra cumprir.

A primeira vez que senti o gostinho e um pouco mais de liberdade foi quando trabalhei no Supremo Tribunal Federal, em gabinete de ministro. Lá, cada gab tem uma regra específica em relação à jornada.

Com muita sorte eu caí em um gabinete bem flexível e tecnicamente eu só precisava cumprir a minha meta diária de trabalho. Podia chegar a hora que quisesse; sair a hora que quisesse; não precisa nem avisar que tava saindo ou chegando. Lá eu trabalhava de 4 a 6 horas por dia.

Logo depois veio a experiência de ser oficial de justiça, com ainda mais liberdade de tempo e independência funcional. Não gostei da atividade em si, mas essa parte me fez enxergar o quão valioso era pra mim me sentir livre.

Muita gente fala: cara, você conseguia se organizar e trabalhava tão pouco como oficial, não daria pra você conciliar com os seus outros projetos e ter o melhor dos mundos? A resposta é que sim, daria, mas o ‘imposto’ embutido não estava ao meu alcance pagar. Outra hora falo sobre isso.

Existe ainda uma variedade mais ampla de novos ricos que, além da liberdade e tempo, possuem como valor a vida com significado – o que eu chamo de viver com alma. É o meu caso!!

Ou seja, o valor real da riqueza deixa de ser (apenas) ter bens, carro do ano, casa própria, e passa a ser algo mais. O valor deixa de ser a busca atrás do próprio rabo, como eu disse acima.

Essa espécie talvez não tenha carro, utiliza Uber ou outros meios de transporte compartilhado. O mesmo com a casa… não têm nada contra morar de aluguel, pelo contrário, deixa a vida mais dinâmica.

E o motivo disso não passa necessariamente pelo dinheiro, e sim pelo significado. Ter um carro próprio, apesar de ter as suas inegáveis vantagens e ainda a satisfação embutida, passa a ser ‘caro’ em outro aspecto – pelos ‘impostos’ (não tributários) envolvidos em possuir um.

Não que essas pessoas sejam ascetas, ou preguem uma vida se abstendo de consumir. Elas só perceberam que ter isso como farol para viver não é o caminho psicologicamente sustentável.

Dito de outra forma, o consumo passa a ser consciente e com significado.

Eu conheço pessoas, por exemplo, que de fato são milionárias, embora não tenham carro, casa e nem são do tipo de esbanjar marcas. Por outro lado, não olham para a coluna da direita em restaurantes sofisticados; ou viajam inúmeras vezes por ano, enfim.

Ou então pagam caro por determinados objetos que, de fato, acrescentam em valor na sua vida e na satisfação de desfrutar a vida.

O que vemos aqui é uma mudança radical de paradigma em que o objetivo da vida passa a ser ter satisfação no dia a dia, ter um propósito claro a seguir o que, curiosamente, acaba vindo como consequência o dinheiro.

E repito aqui: isso não tem nada a ver com largar empregos tradicionais e ir viver viajando, e sim de adaptar as suas vidas a esse novo paradigma, modo de viver.

Contudo, está longe de ser um mar de rosas, uma vida sem problemas no país das maravilhas. O que ocorre é uma forma diferente de enxergar os problemas e, consequentemente, de resolvê-los. Torna-se menos complexo, talvez por ter uma clareza maior da sua vida, do que é importante pra si próprio.

Outro ponto importante é a clareza pessoal que é preciso ter para evitar seguir a manada, os modismos, fazer porque todos estão fazendo ou olhando apenas para o que tem de bom.

Se em algum momento você se viu seduzido por esse estilo de vida, basta dar um pouco de corda e começar a ver no que vai dar. Pesquise, converse com pessoas, e vá aos poucos observando se é mesmo o que você quer.

Por outro lado, supondo que você vá e quebre a cara, tá tudo bem, será um aprendizado.

Hoje, neste momento em que escrevo, estou vivendo como nômade digital, fora do meu país e meio que entregue, sem saber qual será o próximo destino.

Contudo, eu sei que é uma fase na minha vida, estou vivendo um desejo que sempre tive. Não tenho pretensão de passar o resto da vida dessa maneira, até porque uma parte de mim que é livre pra escolher gosta também de uma certa rotina.

A rotina vivida cegamente, day by day, entendia, tira a energia, suga a alma e a alegria de viver. Por outro lado, a rotina vivida com consciência, com alma, essa sim me agrada.

E aí, como é o lance da liberdade pra você? O que você acha sobre tudo isso que leu aqui?

Comente abaixo e – sempre – caso se lembre de alguém que vá gostar, envie pra essa pessoa.

5 comentários em “Os novos ricos: o que eles fazem? Como vivem? O que comem?

  1. Faz parte da natureza humana desejar algo que não tem, seja liberdade, sejam bens materiais, seja o que quisermos.
    Os meus sessenta anos de vida ensinaram-me que mais importante do que tudo isso é a nossa capacidade de gerir com atenção a vida que temos (e pela qual optamos), as responsabilidades que temos para com os outros e principalmente o nosso equilíbrio e necessidades profundas.

    Sobre rotinas… elas quebram-se desde que queiramos. Basta estarmos atentos ao que o olhar nos permite e não olhar só para dentro da nossa vidinha.
    Mas a rotina também sabem bem, como bem escreve. Dão “aconchego” à alma…

    Na verdade, não é difícil darmos pequenas voltas a essa rotina. Basta, por exemplo, que os intervalos que sempre se fazem durante as sete ou oito horas de um dia de trabalho, em vez de serem perdidos a olhar para o telemóvel ou a criticar os outros, sejam nossos e deles sair uma ideia, um poema, uma solução, ou dar/partilhar algo em vez de apenas esperar receber, etc, etc. Mil hipóteses existem de fazermos algo diferente. O problema é que a maioria é acomodada e criam-se círculos viciosos. E depois queixam-se da vida que têm.

    As opções de vida dos jovens de hoje permite-lhes uma liberdade maior e o mundo tornar-se bem mais “pequeno” e de fácil acesso do que foi na minha geração. Isso é excelente para vocês!

    Porque tenho que terminar….e ir trabalhar…o importante mesmo é equilibrar o que a cabeça diz com o que o coração pede!

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  2. Oi profe ! Sou eu aqui …rs Luciane, 29, RS, estudante de concurso.
    Olha, eu gosto muito desse seu jeito de pensar. Alguns o definiriam como uma pessoa romântica. Já leu o livro Marketing Existencial de Pondé? Fala exatamente sobre vc e seu estilo de vida no qual eu me incluo no sentido de aspiração e vontade, pois ainda não posso viver dessa forma. Muita gente que concorda com seu estilo de vida, no Brasil, fica em dúvida sobre adotar ou não essa rotina com significado justamente pela falta de recurso pra bancar esse estilo de vida. E vivemos nessa problemática do capitalismo, “preciso me manter para ter um estilo de vida com significado”. Sinceramente se em meio a recessão econômica nos últimos 4 anos eu me mantive no Brasil sem trabalhar, em busca de um sonho, eu particularmente me questiono sobre se eu posso também viver uma vida que tenha significado, independentemente dos meus ganhos, e o quanto o dinheiro influencia no meu dia a dia em si. Vou pensar mais sobre isso. Essas reflexões são boas mas não tem aplicação prática quando se está sem dinheiro para se fazer o que achar melhor, entende? Estamos abrangidos por um sistema, e é difícil a questão pra quem não tem dinheiro e aspira as mesmas coisas. Outro ponto é a questão de poder refletir, quantas pessoas não podem nem sequer escolher o que refletir, se vivem abscessas em seus trabalhos? Eu sei que tenho uma boa oportunidade em primeiro lugar por poder observar e analisar diferentes pontos de vista sobre a vida, a educação e algum dinheiro me possibilitaram isso, mas pense nas pessoas que nem sequer podem chegar a isso por causa da pobreza em que estão imergidas. É triste isso, mas o Brasil tem 80% da população vivendo com até 3mil reais por mês. A Economia me faz pensar sobre isso. Com todos os valores que recebi é impossível ficar indiferente ou fechar os olhos, como alguns ricos e novos ricos fazem, mas a questão do capitalismo é complexa e influência justa e exatamente na questão que o senhor mais gosta de pensar: a questão existencial. Já parou pra pensar nisso profe ? Não quis expor uma enxurrada de coisas, e nem falar sobre o mundo num comentário só, mas se foi interessante em algum sentido gostaria que escrevesse uma resposta e se for interessante com os objetivos do blog escreva mais sobre alguns dos aspectos que abordei profe Fabrício! Obrigada ! Um abraço e vc é demais !!

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    1. Wow, adorei o seu comentário!!! Vamos lá…
      Primeiro, suas reflexões em relação a você e ao seu estilo de vida estão ótimas e me parece que você chegou num ponto em que tem alguma resposta pra si, embora se veja em meio ao sistema. Primeiro, não acredito que seja possível sair do sistema, a não ser indo viver no meio da montanha; caçar o que come; vestir a roupa que consegue tecer… Outro ponto é: a vida com significado não está relacionada ao nível de ganhos. Pra mim, a vida com significado, neste exato momento, está na liberdade de viajar, para o que obviamente eu preciso de dinheiro. Só que pra tudo existe uma solução. Tem gente que viaja o mundo sem um centavo no bolso e hoje a tecnologia permite isso: se conectar com pessoas que podem oferecer o sofá da casa pra dormir; trabalhar no local pra poder ‘pagar’ a moradia e comida; etc. “Ah, mas esse estilo eu não gosto!”. Eu também não, por isso eu busquei e encontrei alternativa pra isso. Se você pesquisar na internet, existem inúmeras pessoas que viajam de diversas formas.
      De todo modo, que fique claro que pra mim fez sentido viajar, mas nem todo mundo gostaria da experiência e não necessariamente envolve viajar.
      A questão tem que ser vista de outra forma: o que eu preciso fazer para poder alcançar isso que eu desejo? E não: “poxa, tô sem dinheiro, logo, como falar em ‘viver a vida com significado dessa maneira’?”.
      Por muito tempo, mesmo eu sendo servidor público, ganhando muito bem, eu não acreditei que fosse possível viver da forma que eu vivo hoje. Eu achava que ‘não tinha dinheiro suficiente’; etc., etc… você acredita nisso? O que significa isso? É tudo uma questão de perspectiva pessoal em que estamos inseridos. Bastou eu ‘subir um pouco mais a montanha’ pra enxergar outras perspectivas e começar a acreditar em outras formas.
      Quanto às pessoas que estão dentro dos 80% que falou, eu acredito que cada pessoa tem que ser vista individualmente, embora em um todo. Cada pessoa está em um caminho na sua existência evolutiva como ser espiritual. Não se pode julgar pelo todo, e sim individualmente. Eu já pensei muito sobre isso também.
      O fato é: porque nessa crise, algumas pessoas simplesmente saem do nada e ficam ricas? E quando digo ricas, não importa a quantidade de dinheiro, e sim o fato de terem melhorado de fato a sua vida. Conheço pessoas que ficaram ricas vendendo doces na rua, brigadeiro feito em casa, e começaram na crise, depois de perder o emprego. Agora tem um aí que está famoso, o Rick Chester, que vendia água mineral no sinal no RJ. Olha a história do Flávio Augusto, que vendia relógio do Paraguai e hoje está bilionário e compartilha o conhecimento dele gratuitamente pra empreendedores. E assim é com vários outros, de diversos ramos.
      A minha pergunta é: a crise é real, mas por que alguns vão além dela? Sorte? Predestinados? Não, e sim pessoas que entenderam que, PRA ELAS, seria importante fazer algo pra sair disso, o famoso fazer uma limonada com um limão.
      Agora, todo mundo tem essa fome por beber essa limonada? Não! Todo mundo tem essa fome por viajar? Por ser rico? Por fazer o que quer que seja? Não! E aqui está a graça da coisa, pois é justamente essa diversidade de desejos que nos permite ser uma sociedade que evolui.
      Imagine se TODO mundo quisesse ser médico? TODO mundo quisesse ser servidor?
      Dessa maneira, não gosto de generalizações, nem de falar em determinismo, tampouco de lutar contra o sistema. O sistema está aí e a história já mostrou isso: a mudança não ocorre pela revolução, no grito, na revolta. Ela ocorre gradualmente.
      Você tem alguma dúvida que hoje ela já está ocorrendo? Eu não tenho nenhuma!
      Hoje várias empresas e até o serviço público já adotam uma nova mentalidade. As pessoas começam a querer a mudar as suas vidas e pensar diferente.
      Inegavelmente existe uma mudança ocorrendo e, ela sim, muda um sistema. Mas todos irão se adequar a ela? Não e tá tudo bem com isso! Cada um no seu ritmo!
      Daqui a alguns anos será uma aberração falar em trabalhar 8 horas por dia!
      Só que a mudança não é na velocidade que alguns desejam, e sim durante dezenas ou quiçá centenas de anos.
      Então, voltando, eu acredito que o ponto de referência tem que ser o indivíduo na sua individualidade, e não através de generalização. Culpar o sistema também não resolve, é enxugar gelo.
      O que eu acredito que realmente ajuda: eu, você, cada indivíduo buscar o que faz sentido pra si, de modo que cada vez mais eu, você e os indivíduos, estaremos mais completos e felizes. O que ocorre quando você está mais completa e feliz? Bem, não sei você, mas eu me sinto mais disposto a ajudar, a espalhar essa completude e a inspirar uma pessoa, ainda que seja o cara do caixa do supermercado. Inclusive inspirar pessoas a melhorarem a sua vida e, com isso, adotarem o meu ponto de vista sobre ‘o sistema’.
      Logo, se eu estou bem, estou em condições de ajudar os outros, de ajudar amigos, familiares.
      Por outro lado, se eu tô ’na merda’, ‘minha vida é uma bosta’, ‘esse sistema maldito que só gera pobreza’, ‘pessoas egoístas’… e por aí vai, qual o tipo de ajuda eu vou oferecer? Que tipo de influência eu serei? Qual a energia eu irei espalhar?
      Então, eu acho que se a pessoa quer, ela pode justamente usar dessa insatisfação pelos ‘3 mil reais por mês’ pra ir atrás de algo melhor…. E quem procura, acha! Inegável! O problema é que se formos olhar pra esses 80%, boa parte deles deve estar reclamando de suas vidas, esperando alguém fazer algo por eles ou até mesmo alguns gostando e conformados.
      Bem, dá pano pra manga! De todo modo, em momento algum eu pretendo mudar o sistema e nem quero que esse comentário vive pano pra discutir isso porque, repito, eu acredito que a mudança é do indivíduo para o todo, e não o contrário.
      Se você e qualquer outra pessoa quiser tratar desse nível, conte comigo, estou aqui para ajudar, discutir e dar ideias, essa é a minha missão!
      Mais uma vez, grato pela sua mensagem, que bom que estamos chegando nesse nível da discussão!

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      1. Professor, bem posto, eu não tinha pensado ainda nesse ponto da diversidade de objetivos de vida. E sim é impossível sair do sistema; também concordo que o nível de análise e de mudança deva ser individual, e não o generalizante, o homem mais inteligente do século 19 diria o mesmo, Max Weber, sou fã dele também; Gandhi também usava essa máxima, “seja a mudança que quer ver no mundo”, no nível do indivíduo. E concordo também que o processo é evolutivo e não por revolução. Quando eu penso nos 80% da população vivendo dessa forma, uma parte mais humana em mim é quem grita dizendo que todos, digo todos, tão certo como serem da mesma espécie, deveriam ter boas condições de vida e evoluir, como o senhor gosta de dizer. Mas enfim, é que eu gostaria que todos chegassem ao mesmo nível de compreensão e consciência que nós sobre suas vidas. Bom, talvez seja utópico. Obrigada pela discussão!

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